Preparei um delicioso café e fiquei pensando em um tema, sentindo aquele cheirinho gostoso... Foi assim que a ideia nasceu.
Meu café... Doce lembrança
Nireuda Longobardi
Por um momento observo a fumaça formar espirais.
O cheiro do café é agradável, desperta lembranças. Fecho os olhos e vejo... Eu, ainda criança, na rede, acordo ouvindo uma canção; sinto o aroma delicioso de café, vindo da cozinha. Fico mais um instante deitado, a contemplar aquele agradável momento.
Vou até a cozinha e vejo Mainha cantando, com sua doce e suave voz, enquanto segura a chaleira de água fervida no fogão a lenha e, lentamente, passa o café pelo coador de pano. O mesmo café que ajudei a colher, que vi ser torrado e, depois pisado no grande pilão. Olhando para minha mãe, peço sua benção.
Mainha diz: “Deus te abençoe, meu filho. Venha cá me dar um beijo” – Smack! – “Agora vá já lavar o rosto e escovar os dentes para tomar seu café da manhã, com tapioca e cuscuz de coco...”
De repente, abro os olhos. Ouço o telefone tocar e percebo que estou de volta ao meu escritório, em pleno coração de São Paulo, na Av. Paulista.
O aroma do café é o mesmo. Mas o gosto de café com tapioca, aquele ficou na lembrança e não volta mais...

Utilizei o café como tinta, as primeiras ilustrações ficaram manchadas. Adorei a experiência.
O cheiro e o sabor do café estava muito bom!
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